Morte de itaunense atingido por hélice de lancha é investigada pela Marinha

A Marinha investiga o caso em que um itaunense de 31 anos morreu após ser atingido por uma lancha na orla da chamada Prainha de Cachoeira Dourada, no Triângulo Mineiro, na tarde de domingo (27). O banhista foi retirado da água – conforme registrado por um vídeo – e testemunhas acionaram o resgate. De acordo com a Polícia Militar, a equipe médica de Cachoeira Dourada realizou os procedimentos de reanimação por cerca de 30 minutos, porém sem sucesso. Em nota, a Prefeitura da cidade lamentou o episódio e informou que a orla conta com sinalização indicativa alertando os banhistas, porém vai reforçar as medidas de segurança para os turistas. Segundo a PM, o condutor da embarcação não possuía habilitação para navegar e se recusou a fazer o teste do etilômetro.

Testemunhas relataram que a vítima, Alisson de Andrade Ribeiro, estava a passeio com amigos na cidade e nadou até um ponto mais distante do Rio Paranaíba. Ao retornar à superfície após mergulhar, foi atingido pela hélice da lancha.

O condutor disse à PM que se aproximava da margem para atracar e não viu banhistas no local. Segundo ele, ouviu um barulho de colisão da hélice com algo submerso. Ao verificar, viu uma mancha de sangue na água e um braço estendido pedindo socorro. O condutor da lancha foi levado à delegacia de Polícia Civil. Já a embarcação foi apreendida e encaminhada ao pátio de veículos em Ituiutaba.

Alisson, de 31 anos, estava a passeio com amigos na cidade e nadou até ponto mais distante do Rio Paranaíba

INVESTIGAÇÃO Também em nota, a Marinha do Brasil afirmou que uma equipe da Capitania Fluvial de Minas Gerais foi enviada ao local do acidente e abriu uma procedimento administrativo de investigação. A Marinha disse, ainda, que a navegação no Rio Paranaíba é permitida, desde que observadas as normais estabelecidas.

O @viuitauna entrou em contato com a Polícia Civil solicitando informações sobre o caso e aguarda retorno. (com informações do G1 Centro-Oeste)

NOTA DA PREFEITURA DE CACHOEIRA DOURADA:

“A Prefeitura Municipal de Cachoeira Dourada manifesta profundo pesar pelo trágico acidente ocorrido na tarde deste domingo, 27 de julho de 2025, por volta das 16h, na orla da Praia do Lago, no Rio Paranaíba. A fatalidade vitimou um jovem de 31 anos, que estava no município a passeio com amigos. Segundo relatos, o jovem ao retornar a superfície, após mergulhar, foi atingido pela hélice de uma lancha que se aproximava da área de embarque e desembarque. Apesar dos esforços imediatos de populares e das equipes de emergência, que realizaram procedimentos, infelizmente o óbito foi confirmado. De acordo com o boletim de ocorrência, o condutor da lancha não possuía habilitação náutica (Arrais Amador) e recusou-se a realizar o teste de alcoolemia. A Prefeitura esclarece que a orla já conta com sinalização indicativa e que já está providenciando a ampliação da mesma com orientações diversas, para maior segurança e conforto dos turistas. Neste momento de dor, nos solidarizamos com os familiares e amigos da vítima, colocando-nos à disposição para o que for necessário. A Prefeitura reitera ainda seu compromisso em trabalhar continuamente para que tragédias como esta não se repitam”.

O QUE DIZ A MARINHA DO BRASIL:

“A Marinha do Brasil (MB), por intermédio do Comando do 1º Distrito Naval, informa que a Capitania Fluvial de Minas Gerais (CFMG) tomou conhecimento, na tarde deste domingo (27), da ocorrência de um acidente envolvendo uma embarcação no Rio Paranaíba, no município de Cachoeira Dourada-MG, que vitimou uma pessoa. Prontamente, uma equipe da CFMG foi enviada ao local para coletar informações e prestar o apoio necessário. Um Inquérito Administrativo foi instaurado com o objetivo de apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades da ocorrência.

A Marinha ressalta que a navegação no Rio Paranaíba é permitida, desde que sejam observadas as normas estabelecidas pela Autoridade Marítima. Para garantir a segurança da navegação e a salvaguarda da vida humana, a CFMG realiza, regularmente, ações de fiscalização e ordenamento do tráfego aquaviário na região. É importante destacar que o uso seguro de áreas compartilhadas entre embarcações e banhistas exige a delimitação adequada do espelho d’água, responsabilidade do poder público, com a devida anuência do Agente da Autoridade Marítima.

A condução de embarcações de esporte e recreio por pessoas não habilitadas constitui infração administrativa, sujeita a penalidades como multa, apreensão da embarcação e suspensão do direito de condução. Além disso, a recusa em se submeter ao teste de alcoolemia também configura infração, passível de sanções previstas em norma. A Marinha do Brasil lamenta o ocorrido e se solidariza com os familiares e amigos da vítima.”

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