Incêndios em lotes vagos aumentam 8,14% na região de Itaúna

Nas últimas semanas, as ocorrências de incêndios em vegetação voltaram a atormentar os itaunenses. Somente neste fim de semana foram registrados focos de queimada nos bairros Santa Mônica, Residencial Três Marias e Várzea da Olaria. Apesar dos impactos ao meio ambiente e na saúde da população, com o excesso de fumaça, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) aponta uma redução de até 57% de área queimada em Unidades de Conservação (UCs) no estado. Em Itaúna, balanço divulgado pelo 2º Pelotão de Bombeiros Militar a pedido do @viuitauna aponta ainda que, no comparativo com 2024, de janeiro a setembro ocorreram 22,05% menos incêndios florestais atendidos na região. Enquanto de janeiro de 2024 a setembro de 2024 foram registradas 458 ocorrências globais, neste ano foram 357 até sexta-feira (19).

Por outro lado, há um aumento no número de atendimentos relacionados a incêndios em lotes vagos: no ano passado foram 135 ocorrências, enquanto em 2025 esse número subiu, até o momento, para 146 – crescimento de 8,14%.

O pelotão é responsável pelo atendimento à área de seis municípios: Itaúna, Itatiaiuçu, Itaguara, Crucilândia, Rio Manso e Bonfim. Entre os diversos tipos de ocorrências atendidas pela unidade, o combate a incêndios florestais se destaca, já que apresenta aumento significativo durante o período de estiagem.

Fogo voltou a afetar área próxima ao Parque Ecológico do Três Marias neste domingo (21). Foto: Enviada ao @viuitauna

Segundo o Corpo de Bombeiros de Itaúna, a tendência é de manutenção ou crescimento desses números nas próximas semanas, em função da continuidade do período seco, em meio a chuva que voltou a cair em Itaúna no fim da tarde desta segunda-feira (22).

QUEDA EM FOCOS DE CALOR Em todo o estado, o CBMMG aponta também uma queda de 29% no total de incêndios em vegetação, com destaque para a menor incidência em UCs. Em Minas, os incêndios florestais atingem, principalmente, o Cerrado e áreas de transição com a Mata Atlântica, concentrando-se no período mais seco, de maior vulnerabilidade ambiental. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados pelo Estado reforçam o cenário, indicando que Minas Gerais registrou queda de 40% no número de focos de calor até agosto de 2025, em relação ao mesmo período do ano passado.

As condições climáticas “mais favoráveis” em 2025, diz o Governo de Minas, se juntam à investimentos em prevenção, monitoramento e presença descentralizada das equipes em campo para atingir as reduções mensuradas. O esforço do Corpo de Bombeiros no estado reúne 220 militares, composto de equipes específicas para combate a incêndios, além de 280 brigadistas contratados e capacitados, com R$ 5,5 milhões em investimentos nesse ano.

“Os dados reforçam uma gestão eficiente da força-tarefa Previncêndio, mas precisamos permanecer alertas para eventuais mudanças climáticas”, ressalta o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões.

E MAIS…
Bases Operacionais Avançadas instaladas em UCs

Entre as medidas adotadas para conter o foco em Unidades de Conservação estão seis Bases Operacionais Avançadas instaladas em pontos estratégicos, para garantir maior agilidade na resposta e ampliando as ações de prevenção. O CBMMG também acompanha a resolução dos incêndios em até 24 horas, índice que alcança a marca de 79% até agosto de 2025.

“A redução nos índices é fruto de um trabalho integrado entre parceiros que compõem a força-tarefa Previncêndio e também de investimentos em tecnologias que geram monitoramento assertivo; além da descentralização dos recursos que aproximam nossas equipes das áreas mais críticas”, destaca o coronel Thiago Duarte, comandante Especializado de Bombeiros.

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