Aliados se abstém de votar em denúncia para cassação do vice

O pedido de abertura de processo para a cassação do mandato do vice-prefeito Hidelbrando Neto (PL) foi aceito pela Câmara Municipal por 10 votos favoráveis, cinco abstenções e um contrário, durante a reunião desta terça-feira (21). Guilherme Rocha (Novo), Wenderson Arlei (Novo) e Rosse Andrade (PL), dos partidos Novo e PL, do grupo político do vice, se abstiveram de votar. Alexandre Campos (MDB) justificou a abstenção apontando vícios regimentais e jurídicos no processo. Campos justificou que “isso que não quer dizer que seja contra ou a favor ao afastamento do vice”. Já o líder da base governista, Leonardo Alves, o Léo da Rádio (Podemos), justificou a abstenção ao @viuitauna afirmando que a situação não se enquadra no decreto-lei 201/1967, que não menciona o vice-prefeito.

José Humberto Santiago Rodrigues (PL), o Beto do Bandinho, que é tio do vice, foi o único vereador a manifestar voto contrário. Inicialmente, Beto foi sorteado para compor a Comissão Processante, composta por três vereadores, que julgará a denúncia. Após questionamentos em plenário, a Procuradoria do Legislativo orientou por suspender o primeiro sorteio. Dessa forma, em novo sorteio, foram definidos os nomes de Guilherme Rocha (como membro), Gustavo Dornas (presidente) e Dalminho Assis (relator) para analisar a denúncia.

A mãe de Hidelbrando Neto, Gláucia Santiago, secretária Municipal de Desenvolvimento Social e ex-vereadora, acompanhou a sessão na galeria da Câmara, ao lado de um advogado. Ela saiu do local logo após a votação e não quis falar sobre o tema. Questionada pelo @viuitauna nesta quarta-feira (22) se iria dar declaração sobre a admissibilidade de denúncia, não retornou a reportagem até a publicação. O espaço continua em aberto.

AUSÊNCIA SEM AUTORIZAÇÃO DO LEGISLATIVO Como mostrou o @viuitauna, a denúncia é fundamentada pela ausência do cargo há mais de 15 dias e sem autorização do Legislativo, após Hidelbrando ter a prisão preventiva decretada durante a Operação Rejeito. Além disso, aponta incompatibilidade com dignidade e decoro do cargo, conforme prevê a Lei Orgânica do Município.

No requerimento, assinado por Jerry Adriane (PSOL), que foi candidato à prefeito nas eleições de 2020, o ex-vereador Geraldino de Souza Filho, o Mirinho (PT) e o cidadão Rayi Ramires Tupinambás, os denunciantes sustentam que o vice-prefeito de Itaúna está ausente das funções desde 15 de setembro, “caracterizando uma interrupção de suas responsabilidades para além de qualquer limite aceitável ou legalmente previsto”. Apontam também um “sumiço dos rastros digitais” do político, o que inclui o “apagamento de todas as informações de suas redes sociais”.

Após o trabalho da Comissão Processante, haverá nova votação para decisão final sobre a cassação ou não do mandato do vice. (colaborou Helem Lara)

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