A Usiminas anunciou um crescimento de 6% no EBITDA no terceiro trimestre de 2025, chegando a R$ 434 milhões. O desempenho, segundo a empresa, foi obtido com menores custos e redução de despesas na Unidade de Siderurgia, junto com os maiores volumes e preços de vendas na Unidade de Mineração. Por lançamentos contábeis de R$ 3,6 bilhões, que não têm impacto no caixa, a empresa afirma que registrou um prejuízo de R$ 3,5 bilhões entre julho e setembro. Sem o efeito contábil, o lucro líquido apontado teria sido de R$ 108 milhões. Apesar do crescimento no volume de vendas em relação ao trimestre anterior, a Usiminas olha com atenção e cautela o cenário atual devido ao excessivo volume de importações, principalmente da China, em condições de competição desleal, observando-se um crescimento de 33,1% no volume importado de aços planos nos nove primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2024. “Assim como o setor siderúrgico brasileiro, outras indústrias também são impactadas pelos altos níveis de importações”, alerta.
Na prática, o EBITDA (em português, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) é um indicador financeiro que representa o resultado que a empresa gera exclusivamente com sua atividade fim, sendo utilizado para medir o seu desempenho operacional.
A companhia destaca que encerrou o trimestre com um Fluxo de Caixa Operacional Líquido positivo de R$ 878 milhões, consequência principalmente da redução de R$ 586 milhões no capital de giro. Com isso, reduziu em 68,7% a dívida líquida no terceiro trimestre, atingindo um patamar de R$ 327 milhões.
“Hoje, o indicador dívida líquida/EBITDA encerrou 0,16x, o menor valor desde o final de 2023. Confirmando compromisso com a disciplina financeira, a companhia conclui a recompra de US$ 206 milhões dos bonds com vencimento em 2026 e R$ 160 milhões da 9° emissão de debentures”, informa, em comunicado ao mercado.
RAIO-X OPERACIONAL
- A receita líquida no terceiro trimestre alcançou R$ 6,6 bilhões, em linha com a reportada no segundo trimestre (R$ 6,6 bilhões), com maiores receitas na Unidade de Mineração, sendo compensadas pelas menores receitas na Unidade de Siderurgia;
- Na Unidade de Mineração, a evolução da receita líquida foi resultado do aumento de 1,8% nos volumes de venda e de 2,5% na receita líquida/t, reflexo do aumento de 4,3% do preço de referência de minério de ferro no período e menores descontos aplicados sobre os produtos vendidos, parcialmente compensado pela desvalorização de 3,8% do dólar frente ao real no trimestre;
- Na Siderurgia, a queda foi impulsionada por uma redução de 3,5% na receita líquida/t, parcialmente compensado por um aumento de 2,3% nos volumes de vendas;
IMPORTAÇÕES Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram crescimento de 10,8% no emplacamento de veículos leves importados em 2025, enquanto o emplacamento de veículos nacionais cresceu apenas 1,6%. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostra alta acumulada anual de 9,1% nas importações de máquinas e equipamentos, com o déficit da balança comercial do setor já somando US$ 12,9 bilhões em 2025.

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