Plantão 24h do hospital pode voltar a ser gerido pela Prefeitura

Nas últimas semanas, diversas conversas vêm sendo conduzidas entre o Conselho Curador do Hospital Manoel Gonçalves e a Prefeitura de Itaúna com o propósito de definir um novo modelo de contrato para o Pronto Atendimento 24h de Itaúna. Atualmente, é apontada uma defasagem para a manutenção do atendimento de cerca de R$ 850 mil/mês. Uma nova proposta foi elaborada em conjunto pela Secretaria Municipal de Saúde e pela direção do hospital, após encontros entre o prefeito Gustavo Mitre (Republicanos), o secretário Municipal de Saúde, Alan Rodrigo da Silva, e representantes da Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira – entidade mantenedora da instituição.

Em nota, o Município aponta que, caso o entendimento seja confirmado, passará administrar e operar diretamente o Plantão 24h por cerca de R$ 2,5 milhões. Desde 2017, no início da administração passada, o HMG é responsável pela gestão do serviço, por meio de convênio firmado com a Prefeitura.

Alan Rodrigo destaca que, caso a unificação da gestão seja concretizada, o principal objetivo e anseio de ambas as partes será garantir maior controle, eficiência e agilidade no atendimento às demandas da população.

“Esse processo tem contado também com a participação do Ministério Público, reforçando o compromisso de todos com a transparência e a lisura da tramitação. Entretanto, caso não haja consenso final sobre a renovação contratual, há a possibilidade de que a Prefeitura assuma a gestão do Pronto-Socorro de forma consensual com a instituição”, ressalta a nota.

Em 2025, de acordo com relatório de pagamentos efetuados até 24 de outubro, a Prefeitura já repassou à Casa de Caridade um total de R$ 22.348.067,49, afirmando que o custeio “está em dia”.

DÍVIDA E CUSTOS Durante a última reunião do Conselho Curador, na noite de quinta-feira (23), foi apontada uma dívida de R$ 5.108.485 e um saldo a receber, como reposição de contrato, de R$ 3.324.246,88. Também foi apresentada a informação de que o atual contrato com a Prefeitura é de R$ 1.718.938,24/mês e a proposta do novo contrato, de R$ 2.550.000.

O contrato atual, conforme apurado, não atenderia a atual legislação do setor e as mudanças exigidas encontram resistências. A solução, que sempre vem à tona, é a retirada do Plantão 24 Horas das dependências do hospital ou a Prefeitura pagar aluguel pela utilização do espaço e assumir o funcionamento, como vem sendo cogitado.

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