Psicóloga denuncia homem com quem namorou por ameaças e golpe financeiro

A polícia investiga o caso em que uma psicóloga afirma ter vivido um ciclo de violência psicológica e golpes financeiros durante um relacionamento de dez meses com um homem, que vive em Itaúna e conheceu num aplicativo de namoro. Ela conta que o homem inventava situações para gerar medo, com ameaças constantes e desrespeito à medida protetiva. O prejuízo, aponta, passa de R$ 20 mil reais.

O caso foi denunciado pela TV Record. Ao @viuitauna, a vítima, que reside na Grande Belo Horizonte e sempre vinha a Itaúna para vê-lo, conta que o homem dizia “ser de uma facção criminosa para extorqui-la”. Ela chegou a alugar um apartamento para ele no bairro Universitário, além de comprar quatro passagens aéreas para Sergipe, que ele “prometeu que pagaria, mas nunca cumpriu”.

Em depoimento à polícia, a psicóloga requereu a aplicação das medidas protetivas, alegando sofrer ameaças por parte do ex-namorado. Ela descobriu uma “vida dupla dele” e então resolveu por fim ao namoro. Contudo, por pressão psicológica, alegou que “ele a fez alugar um imóvel para ele em Itaúna, que ela solicitou que ele saísse para realizar a entrega, mas ele se recusou”. Além disso, a denúncia aponta que o homem “sempre a ameaçava e a humilhava, tomando conta do cartão de crédito dela”.

Segundo o relato, ela percebeu que “ele estava apenas aproveitando-se dela financeiramente” e a partir de janeiro, “percebeu que ele não prestava, porém, ficou com medo dele, pois ele disse que fazia parte de uma facção criminosa, que utilizava-se disso para amedrontá-la e dizia que sua ex-namorada havia sido morta por eles”.

ALERTA O indivíduo, segundo ela, se mudou para Itaúna para trabalhar em uma construtora. Em contato com a reportagem, a psicóloga disse ainda que divulgou o caso como alerta, “caso hajam outras mulheres em Itaúna sendo vítimas desse golpe”.

INQUÉRITO A Polícia Civil respondeu o @viuitauna informando que apura a prática de ameaça contra a mulher, por razões da condição de sexo feminino e crime de violência doméstica no âmbito da Lei Maria da Penha.

“A investigação encontra-se em andamento na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher em Contagem”, afirma a PCMG.

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