O ex-vice-prefeito de Itaúna, Hidelbrando Neto (PL), retornou ao Brasil e cumpre prisão domiciliar com monitoramento eletrônico desde 9 de fevereiro, um mês após a Polícia Federal (PF) informar que iria incluí-lo na lista da Interpol, medida que permitiria a comunicação a outros países de que ele era procurado pela Justiça brasileira. Ele é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Rejeito, que apura um esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais.
De acordo com a Secretaria de Estado Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Neto está usando tornozeleira eletrônica. O agente político deve cumprir as medidas cautelares determinadas pela Justiça enquanto as investigações seguem em andamento. A Justiça Federal e a Polícia Federal não deram detalhes sobre a prisão, alegando que o processo é sigiloso.
Após a publicação da matéria, a defesa do ex-vice prefeito enviou uma nota à veículos de imprensa de Itaúna, reforçando que se trata de um “processo em fase de investigação”. A nota diz que Neto retornou “voluntariamente” ao Brasil e de “forma colaborativa” e cumpre as medidas determinadas pelo Poder Judiciário, “com absoluto rigor e respeito”. Acrescenta que a vacância do cargo, declarada pela Câmara Municipal, “tramita na justiça”, aponta que Neto “se mantém tranquilo” e deposita confiança nas instituições democráticas e no sistema de Justiça do Brasil, com a certeza de que o processo demonstrará “sua inocência” – leia mais a seguir.
Ao retornar ao Brasil apenas em fevereiro, Neto evitou a prisão em penitenciária, como ocorreu com outros investigados. Em janeiro, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) determinou a soltura dos alvos da Operação Rejeito que ainda estavam em prisão preventiva, mantida entre setembro e janeiro. Os investigados passaram a cumprir medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e restrições de circulação.
VACÂNCIA DO CARGO DE VICE Em janeiro, a Câmara Municipal de Itaúna declarou a extinção e a vacância do cargo do vice – conformou mostrou o @viuitauna – após ele ter deixado o país por mais de 15 dias sem autorização do Legislativo, o que contraria a Lei Orgânica do Município. À época, o Poder Legislativo informou ter recebido certidão confirmando que Hidelbrando permaneceu no exterior além do prazo permitido.
A Prefeitura reiterou que atualmente Itaúna não tem vice-prefeito e não haverá substituição para o posto. Em caso de eventual afastamento do prefeito, a lei estabelece que o presidente da Câmara assuma interinamente o Poder Executivo.
Neto estava fora do Brasil desde 15 de setembro, dois dias antes de a Operação Rejeito ser deflagrada. Antes de ocupar a cadeira de vice-prefeito, atuou como secretário-executivo e subsecretário da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), onde ficou até 2021.
SILÊNCIO O @viuitauna questionou o TRF-6 e a PF sobre o contexto da prisão, mas os órgãos não forneceram informações. A PF alega que não divulga nomes, endereços ou dados sensíveis de alvos e investigados em suas operações. O TRF-6, por sua vez, informa que “o processo é sigiloso e não é possível prestar nenhuma informação”.
A Sejusp afirmou que as informações deveriam ser apuradas com a Justiça Federal e a Polícia Federal. (com informações de O Tempo e G1 Centro-Oeste)
NOTA DE DEFESA DO EX-VICE PREFEITO:
