Belgo reduz destinação de resíduos e adotará empilhadeiras elétricas

A Belgo Arames anunciou que diminui para menos de 3% o volume de resíduos destinados a aterros no primeiro trimestre de 2026 e projeta alcançar a meta de aterro zero até 2030. Entre as iniciativas de descarbonização nas operações está a reciclagem de resíduos da construção civil gerados em obras de infraestrutura nas unidades de Itaúna e Contagem. Cerca de 2 mil toneladas de entulho passaram a ser recicladas e transformadas em materiais utilizados na manutenção de estradas rurais. Também está em andamento a substituição de empilhadeiras movidas a gás por modelos elétricos, com expectativa de redução de emissão de mais de 1.000 toneladas de CO2 por ano.

O avanço da multinacional acompanha a expansão de iniciativas de economia circular que transformam resíduos industriais em insumos para os setores de fertilizantes, energia e infraestrutura. Segundo a empresa, o resultado reflete uma mudança estratégica, que passou a integrar a gestão ambiental às áreas de tecnologia e desenvolvimento de processos industriais. Com isso, a Belgo direcionou seus esforços para ações voltadas à origem das operações, priorizando iniciativas de redução do consumo de recursos naturais, da geração de resíduos e das emissões de CO².

“Passamos a olhar o meio ambiente de forma integrada ao processo produtivo, atuando diretamente na origem dos impactos ambientais e não apenas na destinação final dos resíduos”, explica Patrícia Reis, gerente de Tecnologia e Meio Ambiente da Belgo Arames.

Patrícia Reis, Rodrigo Archer, CEO, e Wander Luz, analista ambiental, seguram briquetes produzidos a partir de coprodutos industriais

Um dos principais progressos do período foi o aumento das rotas de reaproveitamento de resíduos gerados nas operações industriais da empresa. Em Contagem, a lama de fosfato gerada durante o processo produtivo passou a ser direcionada à indústria de fertilizantes químicos. Antes enviada para aterros sanitários, o material agora é reutilizado como insumo industrial, evitando o descarte de cerca de 30 toneladas por mês e gerando uma economia estimada em R$ 85 mil ao ano.

ECONOMIA CIRCULAR Uma iniciativa envolve o reaproveitamento de materiais provenientes da estação de tratamento de efluentes industriais. O coproduto, rico em metais, passou a ser utilizado na fabricação de briquetes empregados pela indústria siderúrgica. Outra frente envolve o uso de resíduos industriais como fonte energética. Em parceria com uma indústria cimenteira, o lodo líquido gerado nas operações é agora adotado como insumo energético em fornos industriais. Já os resíduos provenientes do manejo de áreas verdes são destinados à geração de biomassa.

As mudanças implementadas nos processos produtivos contribuíram para avanços em outros indicadores ambientais. Em 2025, o consumo de água foi reduzido em 13,5% em relação ao ano anterior, acumulando queda de 31,4% desde 2019. Já o consumo de ácido caiu 3,6%, resultado que evitou a geração de aproximadamente 2 mil toneladas de resíduos industriais.

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Em 2025, parcerias da Belgo com cooperativas e associações possibilitaram a destinação adequada de mais de 35 toneladas de materiais recicláveis, gerando renda e fortalecendo a economia circular local. “A evolução dessas iniciativas mostra que é possível combinar eficiência operacional e redução de impactos ambientais dentro da indústria. Nosso foco agora é ampliar soluções que contribuam para uma operação cada vez mais circular e de menor emissão”, acrescenta Patrícia Reis.

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