A Polícia Civil (PCMG) instaurou um inquérito policial para apurar o ataque à recepção do Pronto Socorro do Hospital Manoel Gonçalves (HMG), ocorrido na madrugada desta terça-feira (4). Na ocasião, um homem que acompanhava uma paciente que procurou atendimento médico atirou uma pedra, quebrando o vidro da recepção do local. Segundo o hospital, o suspeito, de 22 anos, ainda tentou danificar aparelhos de informática do setor. Depois de prometer tomar medidas cabíveis sobre o caso, o HMG registrou uma representação contra o indivíduo. De acordo com a PCMG, ele possui registros anteriores por furto, uso e consumo de drogas.
Conforme a Polícia Militar (PMMG), funcionários relataram que o homem estava em estado de exaltação, alegando que sua esposa teria sido mal atendida. O suspeito danificou lixeiras da recepção e arremessou uma pedra contra o vidro do setor, causando prejuízos ao patrimônio público.
“Em seguida, o autor evadiu-se do local”, afirma a PMMG.


As equipes policiais realizaram rastreamentos em possíveis endereços e nas imediações, porém o suspeito não foi localizado.
CLASSIFICAÇÃO POUCO URGENTE Em nota, o hospital informou que a paciente passou pela Classificação de Risco logo após chegar à unidade de saúde, apresentando sintomas gripais. O protocolo de atendimento indicou classificação pouco urgente – própria para postos de saúde, com prazo de atendimento em torno de três horas.
Segundo o HMG, mesmo assim todos que procuram o Pronto Socorro são atendidos. Por fim, o hospital ressaltou a existência das prioridades de atendimento, de acordo com a classificação de risco do quadro apresentado pelo paciente.
NOVA VERSÃO A mãe do homem envolvido na ocorrência entrou em contato com a reportagem questionando as informações fornecidas pela polícia e o hospital sobre o caso. Segundo ela, a nora aguardava atendimento desde 13h – horário diferente do informado pelo HMG, e teria sido mal atendida por volta de 17h30, quando perguntou sobre a razão da demora no atendimento.
A mulher reconhece que o filho perdeu a cabeça, mas ressalta que a situação poderia acontecer com qualquer ser humano que vê um entre querido naquela situação. Por fim, negou que o suspeito já tenha sido investigado por tráfico de drogas – informação dada inicialmente pela PCMG, acrescentando que o filho já está com uma advogado, para reparar o erro.
