A implantação da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Smart Ita em Itaúna tem previsão de custo de aproximadamente R$ 7,8 milhões nos próximos três anos. As informações foram apresentadas pela Prefeitura durante audiência pública na Câmara Municipal, que discutiu a viabilidade técnica e financeira para os projetos da pasta. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Finanças confirmou orçamento previsto e planejado para viabilizar ambos os projetos, afastando questionamentos da oposição e da imprensa neidista quanto à sustentabilidade financeira das iniciativas.
O diretor do Instituto Municipal de Previdência (IMP), Helton Tavares, esclareceu que, conforme as projeções técnicas apresentadas, a implantação da GCM não compromete o equilíbrio previdenciário do Município. A Secretaria Municipal de Segurança Pública apresentou a proposta legislativa atualizada do planejamento dos projetos, respondeu aos questionamentos formulados e demonstrou, com dados, a viabilidade técnica e financeira da proposta.
Do montante destinado aos programas de segurança pública, cerca de R$ 2,8 milhões são destinados para a GCM, incluindo despesas como concurso público, curso de formação e bolsas para os alunos, uniformes, armamento, equipamentos e locação de viatura. A previsão é de iniciar com 20 agentes, além do comandante, que já está contratado, subcomandante e um auxiliar administrativo, totalizando 23 servidores.
Para o Smart Ita o orçamento previsto é de R$ 5 milhões, com a instalação inicial de 33 câmeras – dentro de um total de 588 dispositivos, segundo o secretário Alexandre Oliveira. A expectativa é de implantação até dezembro de 2026, com o projeto piloto assumido pela Polícia Militar.

Em junho foi alugado no bairro Pio XII o imóvel que abrigará a estrutura administrativa e operacional do Smart Ita, projeto aprovado pelos vereadores em novembro de 2025, com previsão de implantação até dezembro. O projeto já tem orçamento previsto de R$ 600 mil para execução neste ano.
Participaram da audiência pública o secretário Municipal de Finanças, Leandro Nogueira, o diretor do IMP, o vice-presidente da Câmara, Gustavo Barbosa (Republicanos), o presidente da CDE, Marco Antônio Corradi, o secretário de Segurança Pública e o secretário de Planejamento e Governo, Marcus Diniz. A audiência contou também com a presença dos vereadores José Humberto Santiago, o Beto do Bandinho (PL), Israel Lúcio (União Brasil), Rosse Andrade (PL) e Wenderson Arlei, o Wenderson do Usina (Novo).
BOLA COM OS VEREADORES A partir de agora, o avanço da GCM depende exclusivamente da Câmara Municipal. De acordo com a Prefeitura, cabe aos vereadores analisar e aprovar o arcabouço jurídico necessário à implantação da Guarda Civil Municipal, condição indispensável para que o projeto saia do papel e Itaúna passe a contar com uma estrutura própria e permanente de segurança pública.
