O Governo Federal acertou a renovação antecipada por 30 anos da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que liga parte do Centro-Oeste e Nordeste aos portos do Sudeste e passa por Itaúna, com a previsão de investimentos de cerca de R$ 40 bilhões por parte da VLI. O anúncio oficial, que deve acontecer nesta semana, indica investimentos superiores aos apontado pela concessionária, que projetava R$ 24 bilhões em manutenção da linha férrea e aquisição de material rodante, além de outros R$ 5 bilhões em outorgas e compensações.
“Foi feito o entendimento, está no TCU (Tribunal de Contas da União), vai ser renovada e vai significar o maior volume de investimento ferroviário do Brasil, individualmente. A FCA corta o Estado de Minas Gerais inteiro, a renovação é muito importante”, disse à Reuters o ministro dos Transportes, Renan Filho.
Um estudo citado no site da VLI aponta que os investimentos decorrentes da renovação antecipada poderiam elevar em quase 50% o volume de cargas pela ferrovia, que hoje transporta importantes produtos do agronegócio, como soja e fertilizantes, além de combustíveis e minérios.

De acordo com o secretário Nacional de Transporte Ferroviário do ministério, Leonardo Ribeiro, o valor total que será desembolsado pela VLI será de R$ 40 bilhões em investimentos, além de R$ 1,7 milhão em pagamentos diretos. Esses pagamentos, segundo o secretário, incluem R$ 1 bilhão em uma conta vinculada, R$ 500 milhões em projetos e R$ 200 milhões para solução de conflitos urbanos.
“Estamos inovando para manter os recursos de ferrovias no setor de ferrovias”, afirma Ribeiro.
APLICAÇÃO DOS RECURSOS Dos R$ 40 bilhões de investimentos previstos, a metade será para melhoria das vias permanentes, R$ 8,5 bilhões em material rodante, como locomotivas, vagões de carga, além de investimentos adicionais na infraestrutura. No acordo que foi negociado há a previsão de devolução ao Estado de 1.751 quilômetros trechos considerados antieconômicos da ferrovia, ficando com 5.469 km, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). (com informações da Reuters)

Enquanto isso, o Zé Povinho de Itaúna fica chupando o dedo mindinho do pé, esperando que a VLI construa viadutos e trincheiras-mergulhão para isolar a linha férrea dos cruzamentos perigosíssimos… Mas como não estou mais em Itaúna, danem-se!