Ítalo Jefferson da Silva, suspeito de matar a estudante de psicologia Vanessa Lara em fevereiro deste ano, em Juatuba, irá à júri popular no município da Grande BH no dia 30 de setembro. A equipe de acusação terá a advogada itaunense Josiane Moura, que representa a família da vítima. Ao @viuitauna, Josiane explica que durante o julgamento, os advogados buscarão demonstrar a responsabilidade do homem de 43 anos pelos crimes de homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver, conforme as provas dos autos.
“A família de Vanessa será representada por mim e Dr. Felipe Henrique, de Belo Horizonte. Lutaremos pela condenação integral”, afirma a advogada itaunense.

Ítalo foi preso em Carmo do Cajuru no dia 12 de fevereiro, após intensas buscas na região. Na ocasião, um mandado de prisão foi expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), por meio da Vara Única da Comarca de Juatuba, após ele ser apontado como o principal suspeito do crime.
De acordo com o TJMG, Ítalo tem extenso histórico criminal, com condenações que somam 38 anos, 10 meses e 29 dias de prisão, dos quais 23 anos, 11 meses e 19 dias já foram cumpridos. Segundo as autoridades, na época do crime ele estava em regime semiaberto, que permite ao detento trabalhar ou estudar fora durante o dia, retornando para dormir.
CONDENAÇÕES ANTERIORES Anteriormente, Ítalo já havia sido condenado desde 2002 por crimes como estupro, roubo, atentado violento ao pudor, furto e resistência, com passagens pelo sistema prisional mineiro desde 2003, conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

No dia do crime, circuitos de segurança registraram imagens de Vanessa em Juatuba, horas antes de desaparecer. A estudante morava em Pará de Minas e fazia estágio em Juatuba, para onde se deslocava diariamente de transporte coletivo.
O corpo da vítima foi encontrado em uma área de vegetação na Rua Santa Cruz, que dá acesso à BR-262. De acordo com a perícia, havia sinais de violência sexual, e a causa presumida da morte foi estrangulamento com o cabo de energia do notebook da vítima.
