Facção do tráfico de drogas incendiou coletivo no Morada Nova II para afrontar rivais na região

@viuitauna

As autoridades de segurança pública de Itaúna confirmaram nesta terça-feira (4), durante coletiva de imprensa na delegacia de Polícia Civil, que o incêndio em um ônibus do transporte coletivo em 16 de março, no ponto final do Morada Nova II, teve origem criminosa. De acordo com o órgão, uma facção ordenou o ataque para afrontar rivais que disputam o controle do tráfico de drogas na região. Quatro jovens, com idades entre 18 e 21 anos, foram indiciados pelos crimes de tentativa de homicídio, incêndio qualificado, maus-tratos e terrorismo. O suspeito de ser mandante da ação criminosa, de 18 anos, foi preso e outros três investigados estão foragidos.

As chamas atingiram um estabelecimento comercial e parte de uma residência. Dentro dela, um homem de 40 anos, com deficiência mental, ficou gravemente ferido após ter 40% do corpo queimado. Um cachorro e uma maritaca também foram atingidos e morreram.

Conforme apuração das investigações comandadas pela Polícia Civil de Itaúna, três homens executaram as ordens do mandante, chamado Kristian. A motivação do ataque seria “tocar o terror na cidade” e afrontar uma facção rival no tráfico de drogas da região, dos bairros Morada Nova, Novo Horizonte, Vila Nazaré, Santa Edwiges e entorno. Kristian já está preso e a polícia está atuando na localização e prisão de três homens que participaram da ação.

“Dois jovens teriam ateado fogo ao coletivo a mando do jovem de 18 anos, apontado líder do tráfico na região. O suspeito foi preso durante ação conjunta deflagrada pelas forças de segurança pública, na última sexta-feira (31). O veículo utilizado no dia do crime também foi apreendido e, dentro dele, localizado um galão com resquícios de combustível”, afirma a PCMG.

O delegado responsável pelo caso, Leonardo Pio, explicou que, entre os suspeitos, “está o mandante do ataque, que é o líder do grupo criminoso; o intermediador, de 21 anos; e dois executores, de 20 anos, ambos residentes em Itaúna”.

Apurações ocorreram por meio do trabalho conjunto das polícias Militar e Civil. Fotos: Divulgação/PCMG

Segundo relatos do motorista do ônibus, dois indivíduos encapuzados entraram no coletivo, derramando gasolina e ateando fogo. Na sequência, fugiram em um Volkswagen Logus de cor cinza. Os criminosos abandonaram o carro no bairro Parque Jardim, no qual estava um galão com resquícios de gasolina.

Galão com resquício de gasolina utilizada no crime foi encontrado no bairro Parque Jardim

INVESTIGAÇÕES As apurações do crime ocorreram através de diligências de campo, repasse de informações por parte de populares, testemunhas oculares, câmeras de segurança e o trabalho conjunto das polícias Militar e Civil.

O crime e as consequências levaram o judiciário a enquadrar os envolvidos nos crimes de terrorismo, homicídio tentado, maus tratos contra animais resultando em morte, incêndio qualificado e dano qualificado.

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