O vereador Gustavo Dornas (Republicanos) pretende solicitar uma análise da qualidade da água da Barragem Velha, reservatório utilizado pelo SAAE para abastecimento de água em Itaúna. O alerta vem ao encontro de indícios de vazamento de esgoto em afluentes na zona rural, na região do Córrego do Soldado e Recanto Jussara, na bacia que desagua na barragem. O vereador atenta que nos últimos anos houve uma “regressão significativa” no saneamento básico no município.
Neste sábado (2) o @viuitauna percorreu as Estações de Tratamento de Esgoto Compactas (ETECs) da região, onde há indícios de vazamento de esgotamento sanitário. Segundo um morador do Recanto Jussara, a manutenção da ETEC da comunidade ocorre a cada dois ou três meses. Para a manutenção das ETCs é necessário um caminhão de hidrojateamento do SAAE, que não teria capacidade de realizar a sucção de dejetos como necessário.
“Daí pode se concluir que a manutenção das ETCs não está sendo feita de maneira adequada”, alerta o vereador.


Na Câmara Municipal, Dornas solicitou a instauração de uma Comissão Especial para apurar a qualidade e abastecimento de água em Itaúna. Outro ponto apontado por ele é de que a água de Itaúna deixou de ser fluoretada desde 2022.
Em setembro de 2013, um vídeo publicitário divulgado pela Prefeitura durante a gestão do ex-prefeito Neider Moreira (PSD) apontou que, com a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) no Distrito Industrial, 100% do esgoto da área urbana de Itaúna era tratado. Na ocasião, matéria publicada pelo jornal Folha do Povo apontou que cerca de 70% do esgoto gerado na cidade está sendo despejado nos cursos d’água. Ou seja: apenas 30% do volume chega até a estação para o devido tratamento.

“Quando esta comissão for instalada, pretendo pedir ao presidente suporte técnico para fazer avaliação independente da água em diversos pontos. Por exemplo na Barragem Velha, além da água quando sai tratada do SAAE”, afirma Gustavo Dornas.
Dornas alega que desde o mandato passado vem cobrando a reconstrução de emissários de esgoto do Projeto Somma na área urbana, após as obras de desassoreamento no Rio São João e Ribeirão dos Capotos – em virtude dos estragos deixados pelas chuvas do início de 2022. O valor estimado pelo SAAE para obra atualmente gira em torno de R$ 7 milhões a R$ 8 milhões.

“INTENSA POLUIÇÃO” O próprio SAAE reconheceu que a comissão responsável por diagnosticar a situação dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Itaúna, em 2025, se deparou com uma “intensa poluição ao meio ambiente”. Segundo o SAAE, durante os trabalhos da comissão todos os locais foram visitados com coleta de dados e registro fotográfico, quando foram identificadas diversas avarias na infraestrutura e nos equipamentos. Apesar de necessária, a obra de reconstrução do Projeto Somma, é apontada pela autarquia como “de difícil execução”.
