Vereador que recebeu Gláucia em gabinete não se posiciona sobre cassação de vice

Na reunião da Câmara Municipal de Itaúna de terça-feira (18), o vereador Kaio Guimarães (PMN) solicitou a exibição de recortes de imagens de monitoramento do Legislativo que mostram a secretária Municipal de Desenvolvimento Social, Gláucia Santiago, percorrendo corredores do Legislativo com um advogado. No mesmo dia foi votada a comissão processante para análise da cassação do mandato do filho, o vice-prefeito Hidelbrando Neto (PL). Nas imagens, um assessor de Neto na Prefeitura, Mateus Rezende, aparece pegando uma chave e abrindo o gabinete do vereador Alexandre Campos (MDB), que se absteve de votar na denúncia alegando vícios regimentais e jurídicos no processo.

Ao @viuitauna, Campos diz que autorizou o assessor a pegar a chave, que ficava em uma caixa de energia no corredor, e abrir o gabinete, porque o advogado, do PL, “havia esquecido o carregador de celular na sala”, momentos após uma reunião.

Nas imagens divulgadas por Kaio, assessor aparece pegando a chave do gabinete de Campos

O vereador argumenta que Gláucia e o advogado foram à Câmara para conversar com o presidente, Antônio de Miranda, o Toinzinho (União Brasil) e demais vereadores, mas, ao chegar, Gláucia “estava sem local para ficar”.

“Fui, liguei pra Gláucia e a chamei para vir para o meu gabinete. Ela chegou a disse que o advogado estava chegando, para conversar com os demais vereadores. Então eu disse, pode convidar para ele vir aqui. Na hora ele chegou, cumprimentou e saiu, foi para o gabinete da presidência conversar com todos”, afirma Campos.

Toinzinho, entretanto, alega ter se surpreendido com a visita de Gláucia e do advogado na Câmara. O presidente disse ter sido informado apenas de uma reunião com o irmão de Gláucia, José Humberto Santiago Rodrigues, o Beto do Bandinho (PL).

“EU NÃO VOU ME POSICIONAR” Alexandre Campos mantém o argumento de que não vai se posicionar se é a favor ou contra a cassação de Hidelbrando Neto, que teve prisão preventiva decretada após a Operação Rejeito. O vereador nega que tenha articulado a reunião na Câmara, mas diz que se sente “impedido” de declarar o voto por ser considerado suspeito no dia da votação.

“O rito adotado está errado e existem vários atos equivocados no processo. Eu não vou me posicionar. (O povo) vai ficar sabendo no momento certo”, afirma Campos.

Por fim, o vereador questiona por que não foram divulgadas imagens do episódio do “pó de mico”, em que assessores de Kaio teriam sido flagrados deixando a substância na maçaneta do gabinete do colega Gustavo Dornas (Republicanos), em uma brincadeira de mau gosto.

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