Uma operação conjunta entre as Polícias Civil de Minas Gerais e São Paulo cumpriu na manhã desta quinta-feira (18) um mandado de prisão contra Cleidemar de Carvalho Alves, o “Lula”, investigado pelo homicídio de um corretor de imóveis a tiros, em Itaúna, em agosto. A prisão foi realizada em Barretos, no interior de São Paulo. O suspeito, de 47 anos, foi localizado após intenso trabalho de inteligência conduzido pela equipe da delegacia de Itaúna. Durante as apurações, os policiais identificaram que o homem percorreu diversas cidades mineiras até se estabelecer no município paulista, onde passou a se esconder. Lula foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Após a confirmação do paradeiro, com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, foi possível localizar o investigado e dar cumprimento à ordem judicial.
“Desde o início das apurações, a Polícia Civil realizou inúmeros levantamentos, representou pela prisão preventiva do investigado e manteve diligências contínuas para localizar o suspeito. A integração com a Polícia Civil de São Paulo foi essencial para o êxito da prisão”, afirma o delegado João Marcos Amaral.


Segundo o delegado, que conduziu a investigação, o inquérito policial foi concluído. “O investigado foi indiciado por homicídio consumado qualificado, em razão do motivo fútil, do recurso que dificultou a defesa da vítima e do risco gerado a outras pessoas que estavam no local no momento dos disparos”.
ENTENDA O CASO O homicídio ocorreu na noite de 31 de agosto, no interior de um bar localizado na Rua XV de Novembro. Conforme apurado pela investigação, vítima e suspeito eram conhecidos e, após um desentendimento, o investigado efetuou diversos disparos, impedindo qualquer possibilidade de defesa. A vítima ainda tentou fugir, mas foi atingida novamente e caiu ao chão.
“A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos”, acrescenta a PCMG.
O inquérito que apurou o caso foi concluído em 23 de outubro. Durante a apuração foram ouvidas dez testemunhas.
