A Polícia Federal informou que pedirá à Justiça Federal que o nome do vice-prefeito de Itaúna, Hidelbrando Neto (PL), seja incluído na lista da Interpol. O político está foragido desde setembro de 2025, quando teve a prisão preventiva decretada no âmbito da Operação Rejeito. De acordo com a PF, a ordem de prisão contra o vice segue válida. As informações foram publicadas pelo jornal O Tempo.
“Houve pedido à Justiça Federal de inclusão do investigado na lista de procurados da Interpol. Havendo, sim, possibilidade da prisão do mesmo no país estrangeiro”, informou a PF.
Hidelbrando, conforme representação criminal da PF, atuava no nível operacional da organização que utilizava possíveis empresas de fachada no setor de mineração. As apurações apontam que ele participava ativamente de um grupo de WhatsApp usado para tratar de atividades ilícitas, era sócio da Brava Mineração, além de aparecer em conversas interceptadas como articulador de atos de corrupção. A Justiça Federal determinou o sequestro e a indisponibilidade de todos os bens imóveis, a apreensão, arresto e sequestro de veículo do vice-prefeito, além da suspensão das atividades da empresa.
Antes de ocupar a cadeira de vice-prefeito, Hidelbrando atuou como secretário-executivo e subsecretário da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), onde ficou até 2021.
A viagem do vice-prefeito de Itaúna aos EUA ocorreu dois dias antes da operação ser deflagrada, em 17 de setembro. Desde então, ele enfrenta um processo de cassação do mandato. Em dezembro, uma decisão liminar acatada pela 2ª Vara Cível da Comarca de Itaúna suspendeu a comissão processante que analisa o pedido na Câmara Municipal de Itaúna. Na ocasião, o vereador Gustavo Dornas (Republicanos) disse que esteve na Polícia Federal, onde obteve uma Certidão de Movimentos Migratórios sobre o paradeiro de Hidelbrando.
VOTAÇÃO DE PEDIDO DE CASSAÇÃO O pedido de abertura do processo havia sido aprovado pelos vereadores também em outubro. Guilherme Rocha (Novo), Wenderson Arlei (Novo) e Rosse Andrade (PL), dos partidos Novo e PL, do grupo político do vice, se abstiveram de votar. Alexandre Campos (MDB) justificou a abstenção apontando vícios regimentais e jurídicos no processo. Já o líder da base governista, Leonardo Alves, o Léo da Rádio (Podemos), justificou a abstenção afirmando que a situação não se enquadra no decreto-lei 201/1967, que não menciona o vice-prefeito.
José Humberto Santiago Rodrigues (PL), o Beto do Bandinho, que é tio do vice, foi o único vereador a manifestar voto contrário. (com informações de O Tempo).
