A Gasmig iniciou nesta semana a instalação de um novo trecho de gasoduto na Av. Jove Soares, na região central de Itaúna. Segundo a concessionária, serão implantados 800 metros de rede, com previsão de conclusão das obras até a primeira semana de fevereiro. O trecho faz parte da expansão da infraestrutura de gás natural no município, que prevê 35 km de redes de abastecimento, dos quais 28 km já foram implantados. O investimento total nas Linhas Laterais de Itaúna é de aproximadamente R$ 45 milhões.
De acordo com a Gasmig, diversas áreas da companhia estão envolvidas na execução das obras, incluindo os setores de Planejamento Estratégico, Gestão de Projetos e Meio Ambiente, Engenharia e áreas Comerciais.

A implantação do gasoduto na área urbana permitirá o atendimento de residências e estabelecimentos comerciais com gás natural canalizado. A disponibilidade do combustível contribui para a diversificação da matriz energética do município, oferecendo uma fonte mais prática e segura, distribuída por tubulação e dispensando o trânsito de caminhões em perímetro urbano.
“O gás natural canalizado é mais barato e possui fornecimento ininterrupto, sem necessidade de armazenamento”, destaca a Gasmig.
MERCADO POTENCIAL Com a expansão da rede urbana, indústrias, empresas e comércios que atualmente utilizam combustíveis como GLP, óleo combustível e lenha poderão migrar para o gás natural. Levantamento da Gasmig aponta que Itaúna possui cerca de 170 indústrias e empresas com potencial para consumo, além de comércios e residências.

O investimento na ampliação do Sistema de Distribuição de Gás Natural (SDGN) da Gasmig em todo o estado é calculado em mais de R$ 800 milhões. Um dos principais empreendimentos é a Linha Tronco do Projeto Centro-Oeste, instalada às margens da MG-050, responsável por transportar o gás de Betim a Divinópolis, em um gasoduto de 110 km de extensão.
Ao todo, o projeto atenderá os municípios de Betim, Sarzedo, São Joaquim de Bicas, Igarapé, Juatuba, Mateus Leme, Itaúna e Divinópolis, somando cerca de 300 km de rede. Juntas, essas cidades representam aproximadamente 10% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial e 7% do PIB total de Minas Gerais, além de concentrar cerca de 1 milhão de habitantes, o equivalente a 5% da população do Estado.
As obras do Projeto Centro-Oeste têm duração estimada de 24 meses.
