Polícia nega relação de feminicídio com o circuito do Carnaval de Itaúna

A Polícia Militar esclareceu que o feminicídio registrado na noite deste domingo (15) na Rua Getúlio Vargas, no Centro de Itaúna, não tem qualquer relação com o Carnaval realizado na cidade – diferente do publicado por veículos de imprensa que não apuraram o caso. A vítima, de 37 anos, foi surpreendida pelo ex-marido, de 34, ao entrar em um edifício com uma pessoa que conheceu em um aplicativo de relacionamento. Após uma discussão, o autor efetuou um disparo contra a vítima e em seguida atentou contra a própria vida. No carro do homem foi localizada substância semelhante à cocaína. A arma de fogo foi apreendida.

A Central de Regulação do SAMU recebeu chamado às 21h48. No local, a equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA) de Itaúna averiguou que a mulher apresentava uma perfuração na cabeça e já estava em óbito. O SAMU chegou a atender o homem, que também apresentava perfuração na cabeça e estava inconsciente. “Mesmo com empenho da equipe evoluiu a óbito”, afirma o SAMU.

Conforme apurado, autor e vítima já haviam sido casados e estavam separados há algum tempo. O autor possuía passagens policiais anteriores por roubo, ameaça, vias de fato/agressão e uso e consumo de drogas.

De acordo com a Polícia Civil, os corpos da vítima e do suspeito foram encaminhados ao Posto Médico-Legal para a realização de exames de necropsia e a PCMG aguarda a conclusão de laudos para atestar as circunstâncias e a causa das mortes. “O caso está em apuração, e outros detalhes poderão ser prestados após a conclusão dos procedimentos de polícia judiciária”, afirma a PCMG.

NOTA DA PCMG SOBRE O CASO:

“A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que apura os fatos registrados na noite de domingo (15), no Centro de Itaúna. A perícia oficial, tão logo acionada, compareceu ao local dos fatos e recolheu vestígios e informações que irão subsidiar as investigações.

Os corpos da vítima, uma mulher de 37 anos, e do suspeito, um homem de 34 anos, foram encaminhados ao Posto Médico-Legal para a realização de exames de necropsia e a PCMG aguarda a conclusão de laudos para atestar as circunstâncias e a causa das mortes.

O caso está em apuração, e outros detalhes poderão ser prestados após a conclusão dos procedimentos de polícia judiciária”.

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