A 1ª Promotoria de Justiça de Itaúna instaurou um procedimento para apurar o possível uso indevido de veículos oficiais da Câmara Municipal. Uma denúncia anônima aponta que o vereador Alexandre Campos (MDB) teria utilizado os carros em diversas ocasiões para fins particulares, como deslocamento à Universidade de Itaúna e o Tropical Tênis Clube. A Câmara instaurou na sexta-feira (22) uma comissão especial para apurar o caso em prazo de 30 dias, conforme a Portaria 15/2025, que disciplina a utilização dos veículos oficiais e determina a apuração de eventuais irregularidades. Foram designados para a comissão os vereadores Guilherme Rocha (Novo), Antônio José de Faria, o Da Lua (PSDB) e Wenderson Arlei, o Wenderson da Usina (Novo).
Em sua defesa, Alexandre Campos alega que está sendo vítima de perseguição política e afirma que a denúncia foi protocolada em dezembro de 2025, quando apontou erros na condução do processo que declarou a vacância do vice-prefeito Hidelbrando Neto (PL) – leia a posição do vereador a seguir.
Na denúncia, o delator afirma que optou pela apresentação anônima como forma de garantir sua integridade pessoal e profissional, já que o vereador “possui expressiva influência política e institucional” no Município. O denunciante ressalta que não se tratou de fato isolado e a atitude foi observada “repetidas vezes”, inclusive com o “uso de diferentes veículos oficiais”, podendo caracterizar ato de improbidade administrativa.
APURAÇÃO NA CÂMARA O requerente solicitou que todos os motoristas da Câmara Municipal – em especial os responsáveis pelos veículos Toyota Corolla e Nissan Versa – fossem ouvidos. Além disso, atentou que Alexandre Campos já é investigado no âmbito da Operação Carona Sinistra, o que caracterizaria “reincidência penal”, e pediu que o caso seja apurado com rigor pelos vereadores Guilherme Rocha, Wenderson Arlei, o Wenderson da Usina – ambos designados para a comissão especial – e Gustavo Dornas (Republicanos), que, segundo ele, “exercem papel ativo na fiscalização dos atos da Casa Legislativa”.

Conforme apurado pelo @viuitauna, os motoristas do Poder Legislativo já foram ouvidos pelo MPMG. Durante a investigação, o órgão solicitou relatórios completos de rastreamento (GPS) e dos pontos percorridos pelos veículos oficiais utilizados pelo vereador, além de ordens de serviço, escalas de motoristas, registros de abastecimento, agendas oficiais e institucionais.
NOTA DE ALEXANDRE CAMPOS:
