Cães no hall da Prefeitura: de quem é a responsabilidade por ataques?

Um cidadão teve uma perna atacada por um dos cachorros de rua que passaram a ocupar o hall da Prefeitura, no Boulevard Lago Sul, durante o dia. O homem registrou uma reclamação na ouvidoria, com imagens da mordida. Não foi a primeira vez que esse tipo de situação ocorreu. A ocupação do hall do atendimento ao público por cães de rua levanta questionamentos sobre a responsabilidade neste tipo de situação.

Em um post publicado no seu perfil no Instagram, a vereadora Carol Faria (PRD), da causa animal, diz que a Prefeitura “comete crime” ao proibir alimentar cães em situação de rua. A vereadora afirma que foi aberta uma sindicância para apurar uma suposta coação de servidores que alimentam os cães. O post aponta que a situação ocorre na praça em frente da Prefeitura e não dentro do hall de atendimento – como mostram imagens enviadas ao @viuitauna.

“Muitos cães seriam adotados se a população soubesse do descaso da Prefeitura quando um animal está doente”, critica a parlamentar.

No último dia 19, Carol Faria entrou no plenário da Câmara Municipal, durante reunião plenária, carregando um cachorro. A vereadora disse que fazia um resgate, enquanto uma representante da ONG AIDA, também da causa animal, utilizava a tribuna da Casa para fazer um balanço da área e pedir “união” dos voluntários.

No início de junho, a Prefeitura negou envolvimento de servidores em outra denúncia de cães encontrados em situação de abandono na zona rural. O caso, também divulgado pela vereadora, inicialmente afirmava que os animais teriam sido soltos pela Zoonoses, o que foi prontamente desmentido pelo órgão, que se prontificou a identificar os envolvidos.

ESCOLA SE MANIFESTOU Na ocasião, um colégio instalado nas imediações divulgou nota reforçando que encaminhou um ofício ao Município com o objetivo de solicitar providências relacionadas ao bem-estar, controle sanitário e segurança da comunidade escolar, diante da presença recorrente de cães em situação de rua no Boulevard Lago Sul.

A instituição negou qualquer intenção de promover maus-tratos, violência ou qualquer medida incompatível com a proteção animal e afirma que tomará medidas legais cabíveis diante da propagação de informações falsas e ofensivas.

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