Torcedor argentino é denunciado por gestos racistas em jogo no Mineirão

A Justiça de Minas Gerais tornou réu um torcedor argentino denunciado por gestos racistas durante o jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors, pela Copa Libertadores da América, em abril de 2026, no Mineirão. Nahuel Jeremias Maldonado, de 29 anos, responderá por racismo com a qualificadora de crime praticado por intermédio dos meios de comunicação social, redes sociais de internet ou publicação de qualquer natureza. Na ocasião o torcedor foi flagrado simulando um macaco. Ele chegou a ser preso em flagrante no dia da partida e passou por audiência de custódia, onde recebeu liberdade provisória. Agora, deverá seguir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de frequentar o Mineirão.

A decisão é do juiz José Romualdo Duarte Mendes, da 5ª Vara Criminal da Comarca da Capital. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), na noite de 28 de abril, durante a partida, o réu foi flagrado, na torcida destinada aos visitantes, fazendo gestos racistas direcionados aos torcedores brasileiros.

A denúncia narra que os gestos feitos pelo réu consistem em movimentos de alisar o próprio braço (referindo-se à cor da pele de brasileiros) e em projetar suas próprias orelhas para a frente (simulando a figura de um macaco), condutas “amplamente reconhecidas no território brasileiro como formas de animalização de pessoas, associando-as a características físicas de cunho racial, conotação historicamente discriminatória”.

“Ao praticar tais condutas em ambiente público, com grande concentração de pessoas e em contexto de atividade esportiva profissional – circunstâncias que necessariamente potencializam sua repercussão e gravidade –, o denunciado ofendeu o decoro e a dignidade da coletividade brasileira ali presente”, afirma o Ministério Público.

Nahuel nasceu em Córdoba, na Argentina, mas vive em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte, há dois anos. Ele tem trabalho fixo no Brasil.

ALEGA INOCÊNCIA O torcedor disse que é inocente. Ele alegou que o sinal feito com o braço é um xingamento de cunho sexual usado na Argentina, mas sem conotação racial.

Sobre o gesto com as mãos nas orelhas, afirmou que tentava indicar que não estava ouvindo a torcida adversária. Ato, que segundo ele, é comum no país vizinho no meio esportivo. O homem alegou, ainda, que o sinal teria sido criado pelo ex-jogador Juan Román Riquelme, em referência ao rato Topo Gigio, personagem infantil favorito da filha dele. (com informações do R7)

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