A Polícia Civil concluiu o inquérito policial que apurou as circunstâncias da morte de uma adolescente, ocorrida em dia 25 de novembro no Hospital Manoel Gonçalves. Ao final das investigações, sete médicos foram indiciados por homicídio culposo. Conforme apurado, a vítima procurou atendimento médico pela primeira vez no dia 20 de novembro, apresentando quadro de dor abdominal intensa. Na ocasião, foi diagnosticada com gastroenterite viral e liberada sem a realização de exames complementares.
Nos dias seguintes, a adolescente retornou outras quatro vezes à unidade hospitalar, sendo atendida por diferentes profissionais. Segundo os levantamentos conduzidos pela PCMG, o diagnóstico inicial foi mantido durante os atendimentos, sem aprofundamento investigativo, mesmo diante da persistência e agravamento dos sintomas apresentados pela paciente.
Já no dia 23 de novembro, após a realização de exames laboratoriais e tomografia computadorizada, foi constatado quadro de apendicite aguda. A cirurgia ocorreu na madrugada do dia 24, quando a paciente já apresentava rompimento do apêndice e quadro de peritonite instalado. “A jovem morreu no dia seguinte, em decorrência de choque séptico”, informa a PCMG.
EVIDÊNCIAS As apurações reuniram depoimentos, prontuários médicos e documentos técnicos que apontaram sucessivas falhas na condução do atendimento, especialmente pela ausência de exames nos primeiros atendimentos e pela demora na adoção das medidas adequadas diante da evolução do quadro clínico.
O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.
