O vereador Rosse Andrade (PL), ex-secretário de Infraestrutura no governo Neider e que se lançou como pré-candidato à deputado estadual nas eleições deste ano, enviou release à imprensa questionando o pagamento retroativo à secretários municipais, de janeiro a dezembro de 2025. O edil ressalta não ser contra a adequação salarial de 26% aplicada ao primeiro escalão, mas discorda do retroativo, argumentando que o servidor municipal de Itaúna teve se contentar com um aumento de 5% – percentual acima dos 3,4% propostos pela Câmara Municipal em 2024, ano em que os vereadores aprovaram um reajuste de mais de R$ 4,3 mil em seus salários.
O nome da oposição comenta que o valor pago ao secretariado poderia ter sido aplicado em outras áreas, como no hospital, que continua passando por aperto financeiro, ou na própria Infraestrutura e serviços básicos, para sanar problemas crônicos de zeladoria e infraestrutura nos bairros.
“Não é aceitável que a máquina pública funcione como uma “mãe” para o alto escalão e como uma “madrasta” para o trabalhador comum”, argumenta o ex-secretário e hoje vereador.
No mandato passado, sob a presidência de Nesval Júnior (PSD), também ligado ao grupo neidista, a Câmara votou em janeiro de 2024 proposta de recomposição salarial de 3,7% para agentes políticos, 4% para servidores da Câmara Municipal e de 3,7% para servidores da Prefeitura. Como no ano anterior, os projetos de lei foram desmembrados em quatro, apresentando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado como justificativa para os aumentos, marcados por polêmicas e até mesmo uma suspensão.
DE R$ 8 MIL PARA R$ 13 MIL Em março de 2024, os vereadores aprovaram outro projeto que garantiu o reajuste dos próprios salários para o equivalente à 40% do subsídio dos deputados estaduais.
