Doze anos depois de aprovada a criação da Guarda Civil Municipal (GCM) em Itaúna, ainda durante a gestão do ex-prefeito Osmando Pereira (PSDB), os atuais vereadores rejeitaram, por maioria, projetos que tratam da instalação do serviço no município, que é uma aspiração da maioria da população. Na reunião ordinária de terça-feira (1º) foram colocados em votação os projetos de Lei Complementar de números 4, 5 e 6, de 2026, que tratam da instalação da GCM, que implantam o Plano de Cargos e Carreira e o Estatuto, além do Código de Ética da corporação. Porém, em manobra política de alguns vereadores, que optaram pela abstenção do voto, além de votos contrários, os projetos foram rejeitados. A polêmica foi instalada e a população agora terá de aguardar o desenrolar político da situação.
Em agosto, a viabilidade técnica e financeira da GCM e do projeto de videomonitoramento Smart Ita foi discutida durante audiência pública. Do montante destinado aos programas de segurança pública, cerca de R$ 2,8 milhões são destinados à GCM, incluindo despesas como concurso público, curso de formação e bolsas para os alunos, uniformes, armamento, equipamentos e locação de viatura. A previsão é de iniciar com 20 agentes, além do comandante, que já está contratado, subcomandante e um auxiliar administrativo, totalizando 23 servidores.
Nas justificativa, alguns vereadores voltaram a alegar não existir a garantia de que o Município teria recursos suficientes para a manutenção da GCM. De outro lado, por parte de vereadores que apoiavam as propostas, foi lembrado que “até outro dia todo mundo era a favor” e a proposta de instalação da guarda é apoiada pela imensa maioria da população.

Se abstiveram do voto os vereadores Alexandre Campos (MDB), Carol Faria (PRD), Antônio José de Faria, o Da Lua (PSDB), Lacimar Cesário, o Três (PSD), e Wenderson Arlei, o Wenderson da Usina (Novo). Votaram contrários Guilherme Rocha (Novo), José Humberto Santiago, o Beto do Bandinho (PL), Márcia Cristina, a Márcia do Dr. Ovídio (PP) e Rosse Andrade (PL).
Comentários de bastidores são de que o momento eleitoral influenciou no resultado da votação. Outro fator que teria influenciado no posicionamento dos vereadores contrários é a postura do secretário municipal de Segurança Pública, Alexandre Oliveira, que na opinião de vereadores tenta jogar a população contra a Câmara Municipal, chamando a atenção para as votações de projetos que envolvem o trabalho da pasta.
HISTÓRICO A implantação da guarda, projeto aprovado pelos parlamentares em 2014, voltou a ser debatida pelo Legislativo em junho deste ano. Na ocasião, vereadores demonstraram preocupação sobre o custo do projeto, que integra estudos e ações da atual administração para o fortalecimento da segurança pública em Itaúna.
Já o projeto Smart Ita foi encaminhado à Câmara ainda em 2025. Com orçamento previsto de R$ 5 milhões e instalação inicial de 33 câmeras – dentro de um total de 588 dispositivos, ele prevê o uso de tecnologias como reconhecimento facial, inteligência artificial e outras ferramentas modernas para fortalecer a segurança pública e aprimorar a gestão da cidade, integrando esforços com o SAMU e o Corpo de Bombeiros, para otimizar o atendimento a ocorrências com dados atualizados em tempo real.
