Defesa diz que vice-prefeito de Itaúna “não foi indiciado em nenhuma operação”

A defesa do vice-prefeito de Itaúna, Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto (PL), se posicionou ao @viuitauna informando que o político não foi indiciado em nenhuma operação, acerca de potenciais crimes ambientais ou corrupção ativa ou passiva. Em nota enviada à reportagem, os advogados apontam que Neto “nunca foi investigado” na Operação Rejeito e “não consta na lista de indiciados” da operação. A argumentação aponta ainda que a Operação Intrafortis, no qual o nome do político figura, está em fase de indiciamento com determinação judicial de segredo de justiça, o que “impede o fornecimento de detalhes”.

Neto voltou a receber o pagamento de subsídio mensal após ingressar com agravo de instrumento na Justiça, garantindo a manutenção do status jurídico-político e dos direitos inerentes ao cargo até o julgamento definitivo do caso. Em cumprimento à ordem judicial, a Câmara Municipal suspendeu em 21 de julho a vacância do cargo, restabelecendo provisoriamente o status do vice-prefeito.

Na argumentação enviada à reportagem, a defesa de Neto afirma que o vice-prefeito de Itaúna “se mantém tranquilo” e deposita confiança nas instituições democráticas e no sistema de Justiça do Brasil, com a certeza de que o processo demonstrará sua “completa inocência” – leia mais a seguir.

Deflagrada pela Polícia Federal (PF), a Operação Intrafortis apurou o pagamento de propina a servidores públicos para acelerar a liberação de licenças ambientais e autorizações relacionadas à atividade minerária em Minas Gerais. Ao todo dez pessoas foram indiciadas – entre elas dois delegados da Polícia Federal e um ex-deputado estadual. O caso, um dos desdobramentos ligados à Operação Rejeito, tramita sob supervisão do Tribunal Regional Federal (TRF-6) e será agora submetido ao Ministério Público Federal (MPF), que decidirá sobre a apresentação de denúncia.

ENTENDA O CASO Em fevereiro, Neto retornou ao Brasil e passou a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Ele permaneceu fora do Brasil por cerca de cinco meses, após viajar para os Estados Unidos – dois dias antes de a Operação Rejeito ser deflagrada. Durante a ausência do país, o político chegou a enfrentar um processo de cassação na Câmara, fundamentado em denúncia de ausência do cargo há mais de 15 dias e sem autorização do Legislativo, após ter a prisão preventiva decretada no âmbito da operação.

Em abril, uma liminar da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou a recondução do político ao cargo de vice-prefeito de Itaúna. A decisão monocrática suspendeu uma resolução da Câmara Municipal que extinguiu o mandato de Neto, em janeiro.

NOTA DA DEFESA DO VICE-PREFEITO:

“Em resposta à reportagem, a defesa de Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto vem a público esclarecer que se trata de processo em fase de indiciamento, sem qualquer decisão de condenação contra ele.

Quanto ao mérito da “Operação Intrafortis”, esta tramita com determinação judicial de segredo de justiça, o que impede o fornecimento de detalhes.

Apesar disso, importa destacar que, diferente do que foi erroneamente difundido no passado, Hidelbrando nunca foi investigado na Operação Rejeito e não consta na lista de indiciados daquela operação.

Importa também reforçar que ele não foi indiciado, em nenhuma operação, acerca de potenciais crimes ambientais ou corrupção ativa ou passiva. Temas também erroneamente difundidos.
Hidelbrando Neto se mantém tranquilo e deposita total confiança nas instituições democráticas e no sistema de Justiça do Brasil, com a certeza de que o curso natural do processo demonstrará, de forma irrefutável, a sua completa inocência. E que toda a verdade aparecerá durante o processo.

Hidelbrando Neto possui histórico profissional e de vida pautado pelo respeito às leis e sem qualquer mácula prévia, tanto na vida pública quanto empresarial. Por fim, a defesa reitera que nenhum dos fatos apurados pela investigação possui qualquer relação com o exercício de sua função política”.

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