João José detona fechamento de teatro e gestão da Cultura em Itaúna

O ex-vereador João José utilizou a tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira (7) para criticar a gestão da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Itaúna, a qual chamou de “lixo”. Na explanação, João José desabafou sobre o fechamento do Teatro Sílvio de Mattos, disse que um “mentiroso” está ocupando a secretaria e com dez meses de teatro fechado, “já é motivo para colocar no olho da rua”.

João iniciou a fala argumentando que teve de trabalhar mais de 30 anos fora de Itaúna, por “ter sido perseguido politicamente”. Segundo ele, prefeitos bem sucedidos investem em Cultura, citando como exemplo os municípios de Itapecerica e Itaguara. O ex-vereador criticou a falta de apoio à escolas de dança em Itaúna, apontando que elas tem de “mendigar” uma data no teatro, no final de ano, para arrecadar fundos. A situação, segundo ele, vem desde o governo passado.

“São tratadas como tapete vermelho, porque são braço da cultura”, disse, se referindo aos municípios vizinhos.

João apontou que a filha, que atua na área, relatou dificuldade para conseguir agendar o uso do Teatro Sílvio de Mattos, fechado desde o início do ano para obras. Então, procurou o secretário Márcio Gonçalves Pinto, o Marcinho Hakuna, quando foi informado sobre um vazamento e risco de desabamento do gesso no teto.

Ele lembrou que em outra época o teatro ficou fechado por quatro anos e ao assumir a gestão, reformou o espaço por cerca de R$ 250 mil, com apoio de um supermercado. Segundo João, o secretário teria informado que a reforma tinha custo estimado em R$ 7 milhões, valor que classificou como inaceitável, sob o argumento que seria possível construir um novo teatro com esse montante.

O ex-vereador disse ainda que viu uma “má intenção” e “preguiça” ao verificar a situação do teatro. “Duas ou três escolas conseguirem o teatro da universidade. Agora deram a notícia que até sexta-feira (hoje) concluem a licitação para fazer a calha (do teto do teatro)”.

CPI DO CARNAVAL Por fim, João afirmou estar decepcionado e sugeriu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar gastos do Carnaval, acusando troca de notas fiscais após questionamentos de vereadores em relação ao evento Marcha para Jesus.

“De CPI eu entendo. Ele acha que eu não sei. Eu sei de tudo na cidade”, acrescentou.

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