Material de campanha em saco de latinhas leva idosa à prisão em Itaúna

Uma idosa de 75 anos, que trabalha com compra e venda de materiais recicláveis, foi presa por receptação na sexta-feira (21), em Itaúna, após um representante da campanha da candidata a deputada federal Gláucia Santiago (PL) acionar a Polícia Militar (PMMG) e relatar a subtração de material do comitê de campanha. De acordo com a Polícia Civil (PCMG), a mulher, que reside no bairro Piedade, alegou que havia adquirido um saco de latinhas por R$ 5,40, mas não abriu o saco e não sabia que, em meio às latinhas, havia uma haste de alumínio pertencente ao material da campanha. “Disse ainda que desconhecia a origem do objeto”, informa a PCMG. Ela foi encaminhada ao presídio Floramar, em Divinópolis, sendo liberada no sábado (22).

Conforme a PCMG, o representante da candidata foi ouvido posteriormente pelo órgão. Em nota enviada ao @viuitauna, a campanha da Gláucia alega que comunicou os fatos às autoridades policiais, sem indicar ou acusar qualquer pessoa como responsável – leia mais a seguir.

Uma familiar da idosa disse que a família ficou bastante abalada pelo caso, diante de um “descaso” das autoridades e o fato de a mulher ser uma pessoa honesta e conhecida no bairro Piedade por adquirir latinhas. Segundo ela, o saco foi adquirido de uma pessoa em situação de rua e pesado fechado. Por isso, a idosa acabou sendo acusada “indevidamente”.

“Junto com as latinhas deu 700 gramas. Ela comprou para ajudar o rapaz”, aponta a pessoa ligada à família.

Inicialmente a idosa foi encaminhada à delegacia de Itaúna, onde permaneceu até a noite. Depois foi levada para Divinópolis, onde foi ouvida no sábado pelo plantão digital. Posteriormente foi encaminhada ao presídio, sendo liberada após o mandado de soltura ser expedido pelo juiz.

A reportagem solicitou o registro da ocorrência à PMMG. Até a publicação, a 9ª Cia de PM não se manifestou.

LEIA A NOTA DA CAMPANHA DE GLÁUCIA:

“Nos primeiros dias da campanha eleitoral, a equipe constatou a ocorrência de furtos de materiais de propaganda. Situações semelhantes também foram relatadas publicamente por outras campanhas nas redes sociais.

Por se tratar de material eleitoral, sua utilização e circulação precisam permanecer sob o controle da coordenação. O eventual uso indevido desse material, inclusive fora das condições permitidas pela legislação eleitoral, pode gerar consequências e responsabilidades para a própria campanha. Por essa razão, a equipe comunicou os fatos às autoridades policiais, sem indicar ou acusar qualquer pessoa como responsável.

Após a comunicação das ocorrências, a localização do material e a identificação de eventuais envolvidos são de responsabilidade exclusiva das autoridades policiais. A campanha não participa nem interfere nas diligências ou nos procedimentos adotados.

Informações relacionadas à investigação, inclusive sobre eventuais envolvidos, devem ser solicitadas diretamente à autoridade policial responsável”.

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