Médica é indiciada após morte de bebê no hospital de Itaúna

A Polícia Civil (PCMG) concluiu em agosto um novo inquérito que apurou as circunstâncias da morte de uma criança recém-nascida no Hospital Manoel Gonçalves (HMG), em Itaúna. Uma médica plantonista foi indiciada pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, em razão de suposta imperícia e negligência no atendimento. A gestante deu entrada na maternidade no dia 13 de maio, com 41 semanas de gestação e sem complicações prévias, sendo encaminhada para a indução do parto normal. Conforme a investigação, a recém-nascida veio a óbito após complicações no trabalho de parto.

O caso foi publicado pelo jornalista Luigi Stefano. Em seu depoimento, a mãe relatou que pediu a realização de uma cirurgia cesariana devido ao esgotamento físico decorrente de fortes enjoos e do tempo prolongado do procedimento. Ela apontou falhas no manejo medicamentoso para dilatação, atraso na indicação da cirurgia e complicações hemorrágicas pós-parto que a levaram a passar por curetagem.

Apesar do indiciamento apontado no relatório policial, os prontuários de admissão e evolução hospitalar fornecidos traziam assinaturas de outros profissionais da equipe de enfermagem e da obstetrícia.

De acordo com a PCMG, o inquérito policial foi concluído e remetido à Justiça em 7 de agosto. A reportagem mantém o espaço aberto para a manifestação da defesa da médica e do Hospital Manoel Gonçalves.

CASO ANTERIOR Em julho, outros dois médicos obstetras do HMG já haviam sido indiciados após a PCMG concluir um inquérito para apurar as circunstâncias do falecimento de uma criança recém-nascida. Na ocasião, a investigação apontou que a gestante apresentava gravidez de alto risco e permaneceu em trabalho de parto induzido por mais de 12 horas, mesmo diante de reiterados pedidos de intervenção cirúrgica e de sinais visíveis de sofrimento fetal agudo, além da presença de mecônio esverdeado no líquido amniótico.

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