A Mineração Usiminas (Musa) suspendeu nesta quarta-feira (2) as operações da planta de Samambaia, em Itatiaiuçu. A medida, conforme informado pela empresa ao @viuitauna, faz parte de uma série de ações adotadas para enfrentar “adversidades” do cenário externo, com queda do preço do minério de ferro e disparada do preço do frete marítimo. A Mina Oeste e a planta de Flotação permanecem em operação. O número de trabalhadores afetados não foi confirmado pela mineradora. Entretanto, fontes ligadas à operação apontam para cerca de 300 demissões.
A operação em Itatiaiuçu responde por 35% da produção mineral da empresa. A mineradora ressalta que a suspensão é temporária e a retomada dependerá das condições de mercado. “A empresa está tomando as medidas necessárias para adequar os custos a nova realidade de operação”, acrescenta, em nota.
Em 2020, durante o período da pandemia, a Mineração Usiminas operava com cerca de 2,5 mil colaboradores, entre próprios e terceiros, nas minas Central e Oeste em Itatiaiuçu. Em julho de 2023 a mineradora iniciou as obras para descaracterizar a barragem Samambaia, última estrutura de disposição de rejeitos da empresa no modelo convencional. A barragem não recebe materiais desde dezembro de 2021.
MINERODUTO AUMENTA VIDA ÚTIL DE MINA Outro projeto anunciado em julho de 2025 previa ampliar a produção de minério de ferro por meio da construção de um mineroduto. Os dutos seriam conectados à ferrovia, reduzindo a necessidade de escoamento por rodovias. Diariamente eram realizados cerca de 800 carregamentos diários com caminhões na mineradora.
A disponibilidade dos minérios do tipo friáveis, que dividem espaço na extração de compactos na região da Serra Azul, reduzirá drasticamente até 2030. Com o ciclo anunciado em 2025, a meta da mineradora era ousada: atingir a produção de 12 milhões de toneladas/ano nos próximos quatro anos. A expansão em qualidade no minério de ferro permitiria o aumento da vida útil da mina de Itatiaiuçu em 30 anos.
POSIÇÃO DA MINERADORA:
